sábado, 13 de julho de 2013

Ler, escrever e calcular são mistérios para grande parte dos alunos do ensino fundamental brasileiro

Ler, escrever e calcular são mistérios para grande parte dos alunos do ensino fundamental brasileiro


Não é novidade alguma que o ensino no Brasil caminha muito mal e aparentemente não melhora nada. Sim, mais pessoas estão tendo acesso ao Ensino Superior, mas isto é graças à proliferação das universidades particulares, o que não garante que o ensino seja realmente bom (claro, há particulares que são excelentes, então não podemos generalizar). Mas e quanto à base da educação? O Ensino Fundamental melhorou? Através de dados e certa experiência cotidiana em sala de aula, é fácil dizer que não.
Habilidades básicas, como ler, escrever e fazer cálculos são verdadeiros bichos de sete cabeças para os estudantes do Fundamental. Muitos passam pela primeira fase deste nível (do 1º ao 5º ano ou 1ª à 4ª série) sem ao menos saber escrever um texto razoável. Levando em conta que por ler e escrever entendem-se capacidades de utilizar a língua escrita da melhor forma para suas finalidades, muitos falham em adquirir este conhecimento. Vale dizer que isto não se encaixa apenas no ensino público, as escolas particulares também sofrem, porém talvez com menos intensidade, visto que os alunos possuem condições de estudo superiores (digo em relação à infraestrutura, visto que em muitas escolas públicas as salas não possuem nem cadeiras razoáveis, o que ajudaria bastante).
Muitas vezes me deparo, durante minhas aulas de redação ou quando as estou corrigindo, com textos sem coerência ou coesão alguma, com ideias desconexas ou informações extremamente erradas que o aluno parece ter escrito apenas para fazer o texto ficar “mais bonito”, ou simplesmente grafias absurdas de algumas palavras. Os exemplos que tenho são realmente terríveis, e vale dizer que trabalho em uma escola particular, com alunos de 8º e 9º ano. Posso citar o caso em que um aluno disse que Sócrates escreveu tal coisa, ou quando me deparei com o termo “realiti shol”, as inúmeras vezes que li “derrepente” ou “encima” (no sentido de lugar), os textos “muralhas” que não possuem divisão de parágrafos, ou até quando um aluno afirmou que a Terceira Guerra Mundial seria na Amazônia (graças à enorme bacia hidrográfica, vale lembrar).
Porém, o ensino no Brasil é muito heterogêneo. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a qualidade é superior ao Norte e Nordeste. Será que o investimento governamental em educação é maior nessas regiões? Creio que não, mas o que está acontecendo? Abaixo, podemos ver os dados da Prova ABC, aplicada a alunos no fim do 3º ano. As porcentagens são dos alunos que NÃO alcançaram o nível esperado nos quesitos de leitura, escrita e matemática, respectivamente.
Leitura 

Escrita


Matemática

Podemos pensar: por que isso ocorre? De quem é a culpa? Do governo? Da escola e professores? Dos próprios alunos? Creio que um pouco de todos.
É lógico que o governo tem que investir mais em educação: na remuneração dos professores e qualidade das escolas. Ensinar é uma alegria, um grande prazer, mas professor também merece ter uma vida digna, então é necessário dar suporte ao trabalho. Mas o sucesso também depende do estímulo dos pais, da ajuda destes, pois só assim as crianças terão vontade de estudar, ou pelo menos irão perceber a importância disto, visto que existem alunos que nem ao menos sabem o porquê de estarem na escola!
Por fim, quero fazer uma colocação a mais, sobre o nosso modelo de ensino. No Brasil, propaga-se nas escolas um pensamento por demais tecnicista, ou seja, as escolas apenas ensinam os alunos para que estes um dia sejam empregados em algo. O Ensino Médio, por exemplo, é um período escolar no qual você passará três anos estudando apenas para fazer vestibular. A escola não parece se interessar se você aprendeu ou não, até porque depois do vestibular a maior parte dos estudantes esquece tudo o que estudou e começa a levar em consideração apenas o que estuda na universidade. Desta forma, todo o Ensino Fundamental e o Médio é apenas uma preparação para que, no futuro, você seja empregado em algum lugar. Isto é da lógica capitalista, tudo bem, mas o problema é que isso influencia muito no ensino! Ao invés de levar os alunos para um passeio educativo ou alguma atividade interessante que vai gerar interesse , a direção manda o professor ficar em sala passando conteúdo.
Agora, precisa-se trabalhar muito para que a situação atual do ensino no nosso país mude. Não pode continuar como está, isto é lógico, mas como vamos mudar? Se cada um fizer sua parte, estimular o estudo nas crianças, já é um início, visto que não se pode mudar nada sozinho. O Brasil é imenso, mas a heterogeneidade da educação deve acabar. Educação é um direito de todos e é provavelmente a melhor forma de mudar o país, de formar cidadãos críticos que procurem melhorar o país cada vez mais.

Criança prodígio de dois anos tem um dos QIs mais altos da Inglaterra e já aprende 3 idiomas;


Criança prodígio de dois anos tem um dos QIs mais altos da Inglaterra e já aprende 3 idiomas;


“Eles estão começando cada vez mais cedo” é o discurso de vários adultos. E de fato, a tecnologia acelera – e muito – o desenvolvimento. Em 2009 houve a exposição “Cérebro: O mundo dentro da sua cabeça” em São Paulo, a qual, aliás, foi um grande sucesso, e nela aprendi um detalhe interessante sobre o nosso corpo: nosso cérebro é movido por estímulos, ou seja, toda a ligação de neurônios que delimitarão habilidades depende da necessidade, de um impulso àquela área, e quanto mais cedo realizamos esses “estímulos”, mais habilidades serão desenvolvidas. Não é preciso comentar sobre o quanto as informações que absorvemos diariamente agem sobre nossa cabeça.
Nessa linha, os pais de Adam Kirby, Dean (33) e Kerry-Ann (31), decidiram aproveitar a facilidade do filho para estimular sua inteligência. Com um ano de idade, o menino já usava o banheiro sozinho, após seguir as instruções de um livro.
“As habilidades de Adam são excelentes. Tentamos desenvolver a inteligência dele desde que tinha 10 semanas. Enquanto a maioria das crianças na idade dele estão aprendendo a andar, Adam já foi para a leitura de livros. O desenvolvimento dele é surpreendente”, afirmam os progenitores.
Livros mudam as pessoas, mas esse realmente é um caso excepcional. O garoto já é capaz de escrever, sozinho, 100 palavras, sabe quase toda a tabuada até o dez e tem estudado a tabela periódica. O irmão mais novo, Ethan, trilha o mesmo caminho e os pais já criaram expectativas sobre a criança que tem pouco mais de um mês.
O mais velho foi convidado a integrar o Mensa Britânico, um centro especializado em lidar com crianças superdotadas, após ele ter atingido 141 pontos no teste de QI, o que é simplesmente acima do presidente estadunidense Barack Obama. Além desse “pequeno” feito, o garoto ocupa seu tempo livre lendo Shakespeare e aprendendo espanhol, japonês e francês.
Claramente são dados chocantes quando comparamos à notícia de que no Brasil os estudantes de ensino fundamental apresentam dificuldade com tarefas simples como ler e escrever ou realizar operações básicas de cálculo. Como na matéria publicada aqui no site da  literatortura: aqui <-
Todavia estamos lidando, obviamente, com um menino prodígio. O que fazer nessas situações? Há vários casos de pequenos que possuem habilidades extremas em determinada matéria, ou que já dão aulas em universidades, ou que tocam muito bem piano. Lembro-me de um vídeo no qual uma garota de apenas seis anos, a qual possui um talento para a música, relata:
“Eu sou apenas uma criança normal que gosta de tocar piano, mas, acima de tudo, gosto de inspirar outras crianças”
Sendo assim, parece que o fato de Adam ser somente um bebê foi minimizado e esquecido quando seu talento é levado à tona. Seria mesmo o correto? Afinal, evoluções são feitas em parábolas; em algum momento o pequeno Kirby vai atingir seu ápice e cair, ou se manter estável naquele estágio, e esse possivelmente será um momento perigoso, o momento da crise e da frustração.
Quem garante que ele prefere estudar símbolos químicos a brincar de LEGO? Quais são os limites da nossa imposição do “seja normal” e do respeito ao outro? O orgulho pode cegar os pais, mas isso não pode deixar com que os filhos sofram as consequências.
Um gênio que não consegue criar quaisquer relações com pessoas da sua idade? Uma pessoa propensa a tornar-se um ser isolado da sociedade, provavelmente porque será influenciado a acreditar que somente uma minoria está ao seu nível.
As crianças são o nosso futuro, prodígios ou não, mas ainda cabe a nós auxiliar no caminho dessa semente que transformará o mundo. Limites, tudo é uma questão de limites.

Fonte : http://literatortura.com/

A difícil tarefa de se tornar ateu

A difícil tarefa de se tornar ateu

De acordo com o censo de 2010, 7,5% da população brasileira se diz “sem religião”. O número espanta, uma vez que na década de oitenta, quando essa pergunta foi feita, apenas 1,5% das pessoas diziam não seguir nenhum tipo de fé (Dados do IBGE). Se excluirmos desses 7,5% aqueles que acreditam em algo, mas não seguem nenhum tipo de religião, os ateus ficam reduzidos a uma parcela mínima da população. Pequena e oprimida, por sinal. Segundo entrevista feita pela Fundação Perseu Abramo, a maior rejeição entre as pessoas está naqueles que não acreditam em Deus, superando até a dos usuários de drogas. Talvez isso se dê por uma máxima falsa que circula por aí a qual insiste em dizer que qualquer problema, crime ou algo ruim que acontece é simplesmente “falta de Deus no coração”. É preciso que se diga que uma pessoa torna-se ateísta não por rebeldia ou vontade de contestar, mas simplesmente porque, como diz um professor meu, não nasceu com o “bilhete premiado da fé”. Lourenço Mutarelli, escritor, dramaturgo e quadrinhista, afirma que se tornou ateu no dia em que descobriu que Deus poderia não existir. O jornalista Juca Kfouri é da mesma opinião: não acredita e não consegue acreditar, embora respeite e veja algumas certas qualidades, mesmo que alienantes, na fé.
Esse texto serve, então, para mostrar como geralmente ocorre a trajetória de um sujeito – da religião ao ateísmo – destacando os inúmeros percalços e dificuldades encontrados no caminho.*
Cito mais ou menos cinco etapas:
1- Dizer que não acredita em Deus, mas em uma força maior.
Essa primeira fase é a da negação. Ao mesmo tempo em que a ideia de divindade parece não fazer sentido, a pessoa ainda tem algum contato metafísico, uma espécie de sentimento de medo e culpa que fica passando por sua cabeça. “Uma força maior”, termo vazio de significado, isenta o sujeito de ter de embates e maiores reflexões.

2- Dizer que não segue nenhuma religião
Agora que a pessoa já consegue se afastar da noção de Deus, ela precisa rechaçar as religiões. Primeiro ela aponta fatos óbvios: a roubalheira, o dízimo, os desvios de verba, a pedofilia, a proibição insensata de métodos contraceptivos. Depois, já mais tranquila, ela consegue dizer que não acredita nas igrejas porque elas são feitas por homens e homens são imperfeitos.
3- Passar por uma fase espiritualista
Um breve contato com pensamentos espiritualistas, esoterismo, espiritismo, cultura oriental, budismo e todo um pensamento que tenta dar um toque racionalista à religião passa a ser um pouco a investigação de outras lógicas metafísicas, uma outra forma de encarar o mundo já sem o Deus tradicional e sem as religiões que impõem regras e dogmas fechados.
4- Assumir-se agnóstico
O termo “Agnóstico” é sedutor. É tal qual Hamlet quando ele diz que “há mais coisas entre o céu e a terra do que julga a filosofia.”. Entre não ter indícios para acredita e se dizer descrente totalmente há ainda um pequeno espaço. Embora os agnósticos não creiam em Deus, eles deixam ainda um espaço para a possibilidade de que ele exista, mesmo que não interfira em nada nas vidas das pessoas. Os ateus costumam considerar os agnósticos como ateus em cima do muro, os quais podem a qualquer momento pender para um lado ou para o outro. Eles se dizem “humildes” porque acham certa presunção afirmar qualquer coisa sobre esse campo obscuro da razão humana.
5- Tornar-se ateu
Depois desse longo processo, que pode durar dias, meses e até anos, o sujeito se sente pronto e confortável suficientemente para assumir ser completamente descrente até da possibilidade da existência de Deus. Em um primeiro momento, após um longo tempo de repressão, eles ficam um bocado chatos tentando encaixar o ateísmo deles em qualquer assunto, mas logo depois isso se assenta e eles conseguem olhar o mundo de outra forma, agora bem mais rica, na qual o pensamento de um outro mundo só faz mal à sociedade e só leva (e levou no decorrer da história) a mortes, sofrimentos, guerras, medo e culpa. Finalmente ateus, agora eles podem olhar para o mundo e dar valor ao que veem: o próprio mundo. E percebem que a vida continua bela e linda, mesmo sendo breve e única.

Fonte : http://literatortura.com/

Garoto escreve carta pra nasa e recebe resposta incentivadora

     Muitas crianças sonham em serem astronautas e viajarem para o espaço. Dexter, um garoto de sete anos de idade, decidiu que estava determinado a fazer seu sonho se tornar realidade e escreveu uma carta para NASA, seu possível futuro empregador.

[Tradução da carta:
Querida NASA,
Meu nome é Dexter, eu ouvi dizer que vocês estão enviando duas pessoas para Marte e eu gostaria de ir, mas tenho apenas 7 anos, então não posso.
Eu gostaria de ir no futuro.
O que preciso fazer para ser um astronauta?
Muito Obrigadao,
Dexter. ]

O menino, que mora na Inglaterra, ficou surpreso quando recebeu a carta de resposta. A NASA não só o incentivou a seguir o seu sonho como lhe enviou fotos, adesivos e um marcador de página com seu planeta favorito: Marte.
A mãe, Katrina Anderson, fez um post na rede social Reddit exibindo a carta e as fotos. Em menos de 24 horas ela já tinha recebido mais de dois mil comentários e 140 mil reproduções do post. Ela também afirma que “a NASA tenha noção da diferença que fez na vida de Dexter”.

[ tradução:
“Querido Dexter,
Em nome da NASA, agradeço por ter nos escrito uma carta. A NASA quer que você saiba que seus pensamentos e ideias são importantes para a exploração espacial e nós esperamos que você continue a aprender tudo o que puder sobre os programas espaciais, missões e realizações da NASA. Apenas pense – em poucos anos, você pode ser um dos pioneiros no mundo a conduzir atividades para uma melhor compreensão do nosso planeta e para exploração espacial.
Abaixo estão sites que contêm informações e recursos sobre programas e atividades espaciais da NASA. Se você ou sua escola não possuem um computador com acesso à internet, talvez, você pode visitar uma biblioteca local e usar um dos seus computadores.
Neste siteexistem recursos e informações para os estudantes do jardim de infância até a quarta série.
Neste site: há informações sobre o programa “Space Camp”. Esses programas são para você e os seus professores.
Neste site: tem informações interessantes para você, sobre como se tornar um astronauta.
Mais uma vez, agradecemos por sua carta. Seu interesse na NASA é muito importante. A NASA deseja-lhe todo o sucesso para ter boas notas escolares e incentiva você a alcançar as estrelas!
Sinceramente,
Escritório de Comunicações.
NASA

A NASA responde centenas de cartas todas as semanas, dos mais variados tópicos. O departamento de comunicação da empresa indicou que tiveram semanas que foram respondidas mais de 500 cartas de aspirantes a astronautas. A porta-voz, Lauren Worley, conta “Adoramos responder as cartas de jovens e crianças”. Além disso, ela também revela que a NASA está  trabalhando para enviar seres humanos para asteroides e depois para Marte. “Talvez seja um desses jovens escritores os primeiros a pisarem em outro planeta.”
Com isso, a NASA mostra que faz um ótimo trabalho incentivando a educação e a formação de novos profissionais.



Fonte : http://literatortura.com/